17/08/2021 às 03:53 Pensamentos soltos

Um novo ciclo para mim também

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Oi gente querida!

Passei alguns dias analisando minha conta no Instagram. Observando alcances, fazendo testes. Mas, principalmente, olhando para mim e puxando, daqui de dentro, as coisas que fazem sentido, diante da loucura que virou ter uma conta de perfil comercial naquela que era, até então, minha rede social favorita.

De uns tempos para cá, as coisas desconectaram por lá. Por mais que eu pensasse em conteúdos, dedicasse meu tempo e minha energia para preparar posts e ideias, eles passaram a se perder, no meio de tantas vozes falando, ao mesmo tempo, por lá. "Gostou? Curta, comente e compartilhe". Muitas vozes, ao mesmo tempo, pedindo atenção. "Shop now" . Muitas vozes, ao mesmo tempo, multiplicando a ideia de que é preciso fazer, é preciso estar, é preciso dançar conforme a música, senão você é carta fora do baralho. Será? Não consigo aceitar a ideia de que nossa única saída é dançar... Acredito que somos livres para continuar crescendo nossas empresas e sonhos e que para isso não há um único caminho. 

Coincidentemente, enquanto analisava e buscava entender o que estava acontecendo, vi e ouvi outras pessoas também compartilhando, a mesma ideia, de estarem perdidas por lá ( as meninas do Pitorescas Podcast estão com uma série bem interessante sobre o Instagram). 

No fim das contas, a gente se acomodou com a facilidade de ter tantas ferramentas boas, num único aplicativo. E o tal do desapegar é uma coisa difícil, fala sério! Então a gente escolhe o caminho mais fácil, que é fazer de tudo para não perder o assento nesta dança das cadeiras. Que dança triste. Nesta dança, descobri que a minha música não chegava, há muito tempo, nas timelines de pessoas importantes para mim (a ponto de me mandarem mensagens no Whatsapp perguntando se eu ainda estava trabalhando com fotografia). 

E sim, tirando os cinco dias de férias que tirei, há um mês, estou há seis meses trabalhando constantemente e estudando muito. Não sei se as notícias chegaram até você, mas há três meses um filho meu nasceu: meu estúdio de fotografia. E ele vem exigindo de mim pelo menos o dobro da energia que eu costumava dispensar à fotografia. Novos tempos pedem de nós novos movimentos. Novos movimentos pedem maiores esforços. Sigo feliz da vida! E aí descubro que nada disso chegou até você. Que dança atrapalhada, solitária e sem sentido. 

Então, para um Insta confuso e desconectado, deixo os trabalhos que já passaram. As pessoas e lugares, como eles foram. E para o site, que vira agora o meu canto virtual preferido, deixo tudo o que é novo. Novos trabalhos, novas ideias. 

Aqui, no Pausa Para o Café te convido a me encontrar, com mais sossego e verdade, pra gente falar de pequenas alegrias e coisas da vida. Abro mão daquele lugar, onde dancinhas, produtos, coisas sem sentido e ansiedade, muita ansiedade, me são empurrados goela abaixo, o tempo todo. Abro mão, em troca das coisas que fazem sentido para mim.Meu sentido é, na real, continuar servindo, com todo o meu melhor, a cada um que me confia a feliz e deliciosa missão de registrar seus momentos, seus dias, seus trabalhos, seus filhos, suas conquistas. Meu sentido é lutar, com todas as minhas forças, para que a fotografia continue tendo a importância que ela sempre teve. Meu sentido é respeitar o meu e o seu tempo. Meu sentido é, também, respeitar meus limites.

Mas não se engane, continuo vendo poesia e leveza, viu?! Meu olhar estará bem voltado para cá, porque entendi que nosso tempo é muito valioso (o meu e o seu). Entendi que ele passa rápido demais e que não volta atrás. Faz sentido olhar, com calma, pro que a gente ama e pra quem a gente ama (depois do susto de março, alguns botões saíram do lugar e, graças a Deus, não voltaram para onde estavam). 

Menos ansiedade, menos pressa, menos comparação e mais paz no coração. Faz sentido. 

17 Ago 2021

Um novo ciclo para mim também

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